Quando um agente lê sistemas, usa credenciais, chama ferramentas e altera uma operação, cada decisão cruza uma fronteira de confiança. Segurança precisa acompanhar o caminho inteiro, da entrada recebida ao efeito produzido.
Uma resposta errada deixa de ser só texto quando o agente tem permissão para agir.
Prompt injection, contexto contaminado e excesso de permissão não precisam comprometer o modelo inteiro. Basta uma instrução atravessar a fronteira errada e encontrar uma ferramenta capaz de produzir efeito real.
01 · ENTRADA
Entrada hostil
Conteúdo externo pode carregar instruções ou contexto que desviam a tarefa original.
02 · ACESSO
Permissão ampla
Uma credencial com alcance maior que a tarefa transforma erro de interpretação em acesso indevido.
03 · EFEITO
Ferramenta com efeito
Enviar, alterar, excluir ou publicar muda o custo de uma falha. O limite precisa existir antes da ação.
04 · EVIDÊNCIA
Falha opaca
Sem identidade, decisão e resultado registrados, investigar o ocorrido vira reconstrução por hipótese.
02 · QUATRO CAMADAS
O controle acompanha o agente, não fica ao redor de uma demo.
As camadas se complementam. Nenhuma delas, isoladamente, transforma um sistema probabilístico em componente infalível.
01 · DADOS · CREDENCIAIS
O contexto necessário, dentro da fronteira contratada.
Controle
Isolamento por cliente separa ambientes e reduz propagação entre operações.
APIs corporativas e retenção zero entram quando contratadas e suportadas pelo fornecedor.
Credenciais recebem o alcance necessário à tarefa, seguindo menor privilégio.
Evidência esperada
Mapa de dados e credenciais, fronteiras do ambiente, regras de retenção e acesso registradas na documentação transferível.
02 · IDENTIDADES · PERMISSÕES · FERRAMENTAS
Cada capacidade precisa de responsável, propósito e limite.
Controle
Identidades distinguem pessoa, agente e serviço para que uma ação seja atribuível.
Permissões delimitam o que cada identidade pode consultar e alterar.
Ferramentas disponíveis acompanham a função; acesso fora do escopo é tratado como exceção.
Evidência esperada
Matriz de acesso, catálogo de ferramentas e decisões de exceção versionados junto das specs.
03 · EXECUÇÃO · APROVAÇÃO · AUDITORIA
A criticidade decide quanto de autonomia cabe em cada ação.
Controle
Ações de baixo impacto podem seguir dentro da política definida.
Aprovação humana entra conforme criticidade, antes do efeito que precisa autorizar.
A trilha auditável conecta identidade, decisão, ferramenta e resultado.
Evidência esperada
Política de criticidade, registro das aprovações e histórico consultável das execuções relevantes.
04 · TESTE · MONITORAMENTO · RESPOSTA
Testar antes, observar depois e responder com contexto.
Controle
Testes exercitam comportamento esperado e falhas conhecidas antes da liberação.
Monitoramento acompanha o ambiente real dentro da cobertura contratada.
A resposta usa a trilha disponível para conter, entender e corrigir o incidente.
Evidência esperada
Testes versionados, critérios de observação e procedimento de resposta coerente com o alcance contratado.
03 · CICLO OPERACIONAL
Controle não é um portão. É um ciclo que fecha.
O fluxo acompanha a ação do contexto inicial até a revisão do efeito. Se uma etapa não deixa evidência, o resultado permanece não confirmado.
01
Observar
Pedido, contexto, identidade e ambiente.
02
Classificar
Dado, ação, criticidade e impacto.
03
Autorizar
Política aplicável ou decisão humana.
04
Executar
Somente com as ferramentas delimitadas.
05
Registrar
Decisão, ferramenta, resultado e erro.
06
Revisar e responder
Investigar o efeito e ajustar o controle.
04 · RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
A fronteira técnica precisa combinar com a fronteira de responsabilidade.
A AUMI não substitui governança, identidade corporativa nem decisão de negócio do cliente. O desenho só é verificável quando cada lado sabe o que mantém, aprova e opera.
AUMI
Dentro do escopo contratado
Mapear fluxos e desenhar controles para a frente incluída.
Aplicar menor privilégio, trilha auditável e aprovação humana por criticidade.
Entregar código, specs, testes e documentação transferíveis.
No AEGIS, operar a cobertura de segurança dimensionada no contrato.
CLIENTE
Na organização e no ambiente próprio
Nomear responsáveis e classificar sensibilidade e impacto do processo.
Fornecer as fronteiras de identidade, acesso e infraestrutura corporativa.
Tomar decisões reservadas ao negócio e manter aprovadores disponíveis.
Operar ativos, dependências e fornecedores que ficam fora do contrato.
05 · AEGIS
Quando segurança deixa de ser projeto e vira operação.
AEGIS é o serviço gerenciado de segurança para agentes em produção. Não é selo, seguro contra incidente ou pacote idêntico para toda empresa. O escopo nasce do que precisa ser protegido e de como a operação realmente funciona.
Ele pode ser combinado com START, SCALE ou HYPER. Esses planos dimensionam a frente de entrega e operação; AEGIS dimensiona a cobertura gerenciada de segurança.
01 · ATIVOS
Agentes, identidades, ferramentas, integrações e domínios de dados.
02 · AMEAÇA
Exposição, adversário plausível, sensibilidade e impacto de uma ação indevida.
03 · COBERTURA
Profundidade de teste, janela de monitoramento e capacidade de resposta contratadas.
O assessment delimita ativos, ameaça e cobertura.
Se uma operação gerenciada não fizer sentido para o cenário, o diagnóstico deve dizer isso.